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ADESIVOS BIOLÓGICOS E SINTÉTICOS – COLA DE FIBRINA

  • Artigo publicado em: 14 novembro, 2019
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A formação de seroma, líquido solto na área operada, é uma complicação pós-operatória frequente em cirurgia plástica estética e reconstrutora.  Qualquer procedimento cirúrgico que envolva a elevação de retalhos extensos de tecidos, e presença de espaços descolados, apresenta risco de formação de seroma.  Abdominoplastias, plásticas de face, mamoplastias, próteses mamárias e reconstruções mamárias estão associados à esta complicação.

Embora a presença deste líquido  (seroma) muitas vezes não apresente implicância clínica, ocasionalmente sua presença pode persistir por meses requerendo múltiplas aspirações, com um período de recuperação prolongado.  

   Os métodos empregados, atualmente, para prevenção de seromas incluem curativos pós-operatórios compressivos, imobilização e drenagem fechada com cateteres de sucção, além do emprego de suturas que diminuiria o espaço descolado.  Estas medidas podem apresentar o inconveniente de aumentar o processo inflamatório.

Diversos estudos experimentais iniciais têm mostrado que adesivos poderiam ser úteis para obliterar espaços mortos e com isso minimizar o risco de desenvolvimento de seroma.  As colas (selantes) de fibrina existentes a disposição no comércio são feitas de derivados sanguíneos biológicos. As colas de fibrina, feitas a partir do próprio paciente, teriam uma eficiência menor como adesivo que outros selantes biológicos comerciais.  Os selantes sintéticos eliminariam a necessidade de doação de sangue além de evitar o risco de transmissão viral, porém apresentam um custo elevado e merecem mais estudos.

Existe uma limitação importante de estudos que comparam as características quanto às ações adesivas dos principais tipos de selantes biológicos e sintéticos empregáveis. A questão sobre qual selante teria força tênsil significativa com mínimo de complicações e inconvenientes; ainda é bastante controverso.

Este fascinante assunto atrai a atenção dos pesquisadores e nosso há anos, e vemos com grande otimismo as novas perspectivas futuras no sentido de controlar definitivamente esta complicação que pode trazer frustração aos cirurgiões e pacientes.

 

Por: Joel Jacobovicz

Médico formado pela Universidade Federal do Paraná (1990), membro titular e especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

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